Três casos de Chikungunya são confirmados em Pouso Alegre e Saúde faz alerta

São os primeiros casos no município. Terra do Mandu mostrou, com exclusividade, interdição de borracharia infestada com focos do mosquito transmissor da doença.

A Vigilância Epidemiológica de Pouso Alegre confirmou na tarde desta quarta-feira (02) que existem três casos de Febre Chikungunya na cidade. Os pacientes estão em tratamento e não correm risco de morrer. Esses são os primeiros casos em Pouso Alegre, desde que a doença surgiu no Brasil.

A Secretaria Municipal de Saúde faz um alerta à população para o risco de aumento dos casos da doença na cidade.

Momento em que fiscal da Vigilância Sanitária interditava borracharia com mais de 500 pneus com água parada e larvas do mosquito Aedes aegypti

Na semana passada a reportagem do Terra do Mandu trouxe a informação de que a quantidade de focos do mosquito Aedes aegypti em Pouso Alegre já era considerada preocupante. São mais de 290 focos. O mosquito é transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.

Uma borracharia que fica na avenida principal do bairro São Geraldo foi interditada na semana passada onde os agentes de zoonoses encontraram mais de 250 larvas do Aedes aegypti.

LEIA: Vigilância Sanitária interdita borracharia com focos do mosquito da dengue em Pouso Alegre

Alerta para evitar mais casos

A Vigilância Epidemiológica municipal alerta para a importância de intensificar as ações de prevenção e manter ações de combate ao mosquito, evitando recipientes com água parada que, rapidamente, se transformam em focos de proliferação de larvas do Aedes aegypti.

“Considerando-se que em Pouso Alegre, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus encontram-se presentes, bem como a existência do fluxo de pessoas provenientes de áreas de transmissão, existe o risco de transmissão e circulação viral e epidemias de Chikungunya”, adverte Thatiana Guerra, coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município.

Sintomas da doença

Os principais sintomas da Febre Chikungunya são: febre alta (súbita); dores nas articulações e nos olhos, cefaleia intensa e manchas vermelhas na pele. Os sintomas costumam persistir de 7 a 10 dias, mas as dores nas articulações podem durar meses ou anos e, em certos casos, converter-se em dor crônica incapacitante.

O setor de epidemiologia orienta a população quanto à prevenção e eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, e caso alguém apresente os sinais e sintomas da doença procure uma Unidade Básica de Saúde para atendimento e avaliação médica.